Após cinco semanas internado devido a uma pneumonia bilateral, o Papa Francisco deixará o hospital Gemelli, em Roma, neste domingo (24), e retornará à residência de Santa Marta, no Vaticano.
Após cinco semanas internado devido a uma pneumonia bilateral, o Papa Francisco deixará o hospital Gemelli, em Roma, neste domingo (24), e retornará à residência de Santa Marta, no Vaticano. A informação foi confirmada pelo médico Sergio Alfieri, durante uma coletiva de imprensa no hospital.
O pontífice, de 88 anos, terá uma longa convalescença de pelo menos dois meses, segundo os especialistas. Apesar da gravidade inicial do quadro, os médicos afirmam que Francisco apresentou melhora progressiva e constante.
Esta é a primeira atualização presencial da equipe médica sobre a saúde do Papa desde 21 de fevereiro. O pontífice foi hospitalizado em 14 de fevereiro, após enfrentar crises respiratórias severas que o deixaram em estado crítico. Desde então, sua saúde foi estabilizada e monitorada de perto.
O Vaticano anunciou que, antes de deixar o hospital, Francisco fará sua primeira aparição pública desde a internação. Ele saudará os fiéis e concederá uma bênção da janela do hospital, ao final da oração do Angelus, que continuará sendo divulgada de forma escrita.
Durante a internação, o Papa enviou uma mensagem de áudio aos fiéis, em espanhol e com voz cansada, e no último domingo (17), o Vaticano divulgou a primeira imagem de Francisco no hospital. Em um comunicado emitido neste sábado (23), o pontífice agradeceu o apoio e as orações dos fiéis. “Nestes dias, senti muito o apoio dessa proximidade, especialmente por meio das orações com as quais me acompanharam”, afirmou.
A pneumonia do Papa Francisco foi inicialmente diagnosticada como uma infecção respiratória complexa, de origem bacteriana, viral e fúngica. Posteriormente, exames indicaram sinais de anemia, plaquetas baixas e começo de insuficiência renal, que foram tratados com transfusões de sangue.
A situação se agravou no final de fevereiro, quando o pontífice sofreu crises respiratórias e precisou usar uma máscara de ventilação mecânica não invasiva para auxiliar a respiração. Nos dias seguintes, apresentou novos episódios de tosse severa, necessitando de aspiração manual de secreções e uso noturno da máscara para evitar o acúmulo de fluidos nos pulmões.
Apesar da gravidade do quadro, Francisco permaneceu consciente e cooperativo durante toda a internação. Nas últimas semanas, os médicos relataram que o Papa está mais estável e já não precisa da máscara de ventilação durante a noite, reduzindo também a dependência de oxigênio suplementar.
Francisco, que teve parte do pulmão removida na juventude devido a uma pleurisia, é considerado mais vulnerável a infecções pulmonares. Com a alta hospitalar, ele seguirá sob acompanhamento médico rigoroso durante o período de recuperação.