Uma nova ação judicial nos Estados Unidos alega que os cantores Beyoncé e Jay-Z, além do jogador da NBA LeBron James, estavam presentes em uma festa onde Sean “Diddy” Combs teria drogado e abusado de uma vítima. No entanto, os envolvidos negaram veementemente qualquer relação com o caso.
A acusação, registrada na Justiça da Flórida, já mencionava Diddy em um caso de tráfico humano ocorrido em 2015, mas agora inclui outras celebridades. Segundo o processo, Joseph Manzaro alega ter sido drogado, transportado contra sua vontade e abusado sexualmente em um esquema criminoso organizado.
Manzaro afirma que perdeu a consciência após sentir uma substância gordurosa semelhante à vaselina ao abrir a porta de casa. Ele relata ter sido levado a outro local, onde um associado de Diddy teria informado que ele estava sendo conduzido a um evento chamado “Freak-Off”.
A ação judicial ainda alega que Manzaro foi “secretamente transferido” para a residência de Diddy por um “túnel oculto” supostamente ligado à casa dos músicos Gloria e Emilio Estefan, em Miami. O evento seria uma festa de aniversário para o filho de Diddy, que à época tinha 17 anos.
O processo também menciona um suposto diálogo envolvendo Beyoncé. Segundo a ação, ao ver Manzaro, a cantora teria perguntado: “O que é isso? O que está acontecendo? Por que esse homem branco meio nu com uma máscara de [genitália masculina] está aqui na minha frente?”.
Diddy, LeBron James e os Estefans negaram categoricamente qualquer envolvimento nas acusações. Representantes de Beyoncé foram procurados para comentar o caso.
Manzaro ainda alega que foi “forçado a desfilar por vários cômodos cheios de pessoas que zombavam dele” e que Diddy teria dito: “Ele vai descobrir o que fazemos com delatores hoje à noite. Tirem a roupa dele!”. Segundo ele, após ser despido e forçado a tomar banho, foi violentado e obrigado a participar de atividades sexuais indesejadas até perder a consciência.
Ao acordar, Manzaro disse que foi retirado da residência e levado para outro local, onde teria sido brutalmente espancado e deixado para morrer. O processo ainda afirma que Gloria Estefan teria “entrado em pânico” ao vê-lo e ordenado que chamassem uma ambulância, mas Emilio Estefan teria “interrompido sua esposa rapidamente e a afastado”.
Representantes de Jay-Z disseram ao site TMZ que o rapper não estava na Flórida na data dos supostos eventos e que registros públicos confirmam sua presença em outros compromissos.
A assessoria de LeBron James também negou sua presença no local e afirmou que ele estava em competição pelo Cleveland Cavaliers na época dos fatos. “Uma rápida pesquisa na internet mostra o que LeBron estava fazendo em abril de 2015”, declarou o comunicado.
Os Estefans também desmentiram as alegações. “Gloria e Emilio Estefan negam veementemente as acusações. A propriedade mencionada no processo nunca foi uma residência onde moraram, mas sim uma casa de uso familiar. Nenhuma festa foi realizada no local entre 2012 e 2019. Temos toda a documentação necessária para comprovar esses fatos e apresentaremos à Justiça”, declararam ao TMZ.
Os advogados de Diddy também se manifestaram. Em declaração ao MailOnline, a defesa afirmou que “nenhuma pessoa em sã consciência poderia acreditar nessa história” e que a ação é uma tentativa de “chamar atenção e obter dinheiro”.
Diddy atualmente aguarda julgamento marcado para 5 de maio sob acusação de crimes sexuais. O rapper foi preso em setembro de 2024 por conspiração para crimes de extorsão, tráfico sexual e transporte para exploração sexual. Ele nega todas as acusações.
As investigações federais apontam que Diddy teria usado suas empresas para transportar homens e mulheres para participação em “performances sexuais” conhecidas como “Freak-Offs”. Um frequentador dos eventos afirmou que o rapper contratava seguranças para patrulhar suas festas e recrutar jovens atraentes para momentos “íntimos”.
A defesa de Diddy declarou ao TMZ que “nenhum número de processos mudará o fato de que o Sr. Combs nunca abusou ou traficou qualquer pessoa, seja homem ou mulher, adulto ou menor de idade”. Os advogados ainda afirmaram que “vivemos em um mundo onde qualquer pessoa pode abrir um processo por qualquer motivo, mas felizmente existe um sistema judicial imparcial que revelará a verdade, e o Sr. Combs está confiante de que será inocentado”.
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