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Política

Macron pede suspensão de investimentos nos EUA após tarifas de Trump; Suíça descarta retaliar

O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu nesta quinta-feira (3) a suspensão temporária dos investimentos nos Estados Unidos, em resposta ao novo pacote de tarifas anunciado pelo presidente americano Donald Trump.


Foto: RTP

O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu nesta quinta-feira (3) a suspensão temporária dos investimentos nos Estados Unidos, em resposta ao novo pacote de tarifas anunciado pelo presidente americano Donald Trump. Macron classificou as tarifas como “brutais e infundadas” durante uma reunião com empresas francesas, ministros e o primeiro-ministro François Bayrou.

“Os investimentos futuros, os investimentos anunciados nas últimas semanas, devem ser suspensos por um tempo enquanto a situação com os Estados Unidos não for esclarecida”, afirmou Macron durante o encontro em Paris. Ele questionou qual seria a mensagem se grandes atores europeus investissem bilhões de euros na economia americana justamente no momento em que estão sendo prejudicados.

Macron alertou que as novas medidas comerciais de Trump tornarão os americanos “mais fracos e mais pobres” e que as tarifas teriam um “impacto massivo” na economia europeia. O presidente americano anunciou na quarta-feira (2) uma série de novas tarifas direcionadas a todos os parceiros comerciais dos EUA, incluindo uma tarifa de 20% sobre as importações provenientes da União Europeia (UE).

A França, cuja economia se apoia em setores como aeronáutica, produtos de luxo e vinho, expressou preocupação com as possíveis consequências das tarifas americanas. Macron reiterou que qualquer retaliação deve ser impulsionada pela UE de forma conjunta, e não por ações individuais dos Estados membros.

“Os europeus devem permanecer unidos e determinados nesta fase”, advertiu Macron. “E digo isso também porque sei o que pode acontecer: os maiores atores tendem a agir por conta própria, e isso não é uma boa ideia”.

O presidente francês detalhou que a resposta europeia será realizada em duas etapas. A primeira ocorrerá em meados de abril e abordará as tarifas já implementadas, particularmente sobre o aço e o alumínio. A segunda, que ele classificou como “mais massiva”, será definida no final do mês, após uma análise detalhada por setores e em coordenação com os Estados membros e os setores econômicos afetados.

Suíça descarta retaliação

O governo da Suíça descartou impor tarifas de retaliação contra os Estados Unidos após o anúncio do presidente Donald Trump, que confirmou na quarta-feira (2) uma série de medidas comerciais que incluem um imposto de 31% sobre os produtos suíços.

Por meio de um comunicado oficial, o Executivo suíço reconheceu que o percentual aplicado às suas exportações supera o imposto fixado para outros parceiros estratégicos – como a União Europeia, que enfrenta uma tarifa de 20% –, mas afirmou que “neste momento” não avalia responder com contramedidas.

“A Suíça não tem interesse em um aumento das tensões comerciais. Impor contramedidas frente aos aumentos de tarifas dos Estados Unidos implicaria custos para a economia suíça, em particular ao encarecer as importações americanas”, assinalou o governo.

As autoridades suíças manifestaram não ter clareza sobre o critério utilizado por Washington para fixar tarifas “particularmente altas” sobre seus produtos, e advertiram que setores como a maquinaria, a relojoaria e os bens agrícolas poderiam ser afetados. Entre estes últimos, mencionaram especificamente as cápsulas de café, as bebidas energéticas, o queijo e o chocolate.

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