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Política

Onda de protestos cresce na Turquia após prisão de líder opositor

Pelo quarto dia consecutivo, milhares de pessoas tomaram as ruas da Turquia em protesto contra a prisão de Ekrem Imamoglu, prefeito de Istambul e principal opositor do presidente Recep Tayyip Erdogan.


Foto: Brasil 247

Pelo quarto dia consecutivo, milhares de pessoas tomaram as ruas da Turquia em protesto contra a prisão de Ekrem Imamoglu, prefeito de Istambul e principal opositor do presidente Recep Tayyip Erdogan.

Segundo estimativas da oposição, a manifestação deste sábado (22) foi a maior até agora, reunindo mais de meio milhão de participantes. O protesto terminou em confrontos com a polícia, que tentou dispersar os manifestantes com gás lacrimogêneo, balas de borracha, spray de pimenta e granadas de efeito moral.

Entre as palavras de ordem gritadas pelos manifestantes estavam frases como “Os ditadores são covardes!” e “O AKP (partido governista) não vai nos calar!”. Faixas com essas mensagens foram erguidas no centro de Istambul, onde milhares avançaram em marcha contra o governo.

“Assim como as pessoas saíram às ruas para apoiar Erdogan durante a tentativa de golpe de Estado em 15 de julho de 2016, estamos agora nas ruas para apoiar Imamoglu. Não somos inimigos do Estado, mas o que está acontecendo é ilegal”, declarou a manifestante Aykut Cenk.

O líder do oposicionista Partido Republicano do Povo (CHP), ao qual Imamoglu pertence, também participou dos atos e prometeu que a população “defenderá a democracia”, convocando apoiadores a irem até o tribunal onde o prefeito prestava depoimento.

Acusações e defesa

Detido na última quarta-feira (19), Imamoglu depôs por cinco horas na sexta-feira e, neste sábado, foi levado ao tribunal para prestar novos esclarecimentos. Ele é acusado de corrupção, recebimento de propina, manipulação de licitações municipais e ligações com organizações terroristas. O prefeito nega todas as acusações e classifica o caso como “perseguição política”.

“Perguntar ao prefeito de 16 milhões de istambulenses se ele viajou ilegalmente ao exterior é imoral, intencional e orquestrado pelas mais altas instâncias”, declarou Imamoglu ao juiz, reafirmando sua inocência.

Enquanto isso, seus advogados usaram as redes sociais para incentivar os apoiadores a continuarem os protestos contra o que chamam de “ataque à democracia”. Em uma postagem, Imamoglu afirmou:

“Peço ao meu povo: com seu apoio, primeiro vamos impedir este golpe de Estado e, depois, vamos tirar do poder aqueles que nos fizeram passar por isso.”

Erdogan acusa opositores de incitar o caos

O presidente Recep Tayyip Erdogan criticou as declarações de Imamoglu e acusou seus seguidores de tentar “criar um ambiente de caos” no país.

“Usam o terror nas ruas contra a vontade nacional. Estão tentando espalhar a desordem pelas cidades. Mas nossas cidades não vão se render à corrupção e à injustiça”, afirmou Erdogan.

O governo informou que mais de cem manifestantes já foram detidos e alertou que “os dias de tomar as ruas e desafiar a vontade nacional com organizações esquerdistas e vândalos acabaram”.

(Com informações da AFP e Europa Press.)

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